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Ex-ministra das Mulheres visita João Pessoa e aponta misoginia de “boa parte” dos parlamentares

mktlidiamayday mayday
há 4 dias
3 min de leitura


Mudas verdes brotando na terra sob luz dourada, com fundo de jardim desfocado e clima tranquilo.
Lídia Moura e Cida Gonçalves



“Ninguém quer ser visto como misógino, mas precisamos mostrar que boa parte dos parlamentares ainda reproduz práticas misóginas. Eleger mulheres comprometidas com a democracia e com as políticas sociais é fundamental.” A afirmação é da ex-ministra das Mulheres do governo Lula, Cida Gonçalves, que está em João Pessoa para participar do seminário promovido pelo Cendac sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha.


Especialista no enfrentamento à violência contra as mulheres, ela defendeu a ampliação da presença feminina no Parlamento e afirmou que o voto das mulheres será decisivo nas eleições. “Precisamos votar em mulheres para mudar a política”, reforçou Cida.


A ex-ministra destacou a candidatura de Lídia Moura a deputada federal como uma representação da democracia, da resistência e da luta pelos direitos das mulheres na Paraíba. Para Cida, Lídia reúne experiência na gestão pública, trajetória política e compromisso com os segmentos historicamente excluídos.

“Lídia representa essa candidatura pela sua trajetória e pelo seu compromisso. Mulheres que ocuparam espaços de gestão e demonstraram capacidade agora disputam o Legislativo para transformar essa experiência em leis, orçamento e políticas públicas”, afirmou.


Cida também ressaltou que candidaturas como a de Lídia são importantes para fortalecer as ações do governo do presidente Lula nas áreas sociais, na proteção das mulheres e na defesa da democracia. “É preciso eleger mulheres que apoiem e ajudem a ampliar as ações do governo Lula. As mulheres são as que mais defendem a democracia, as políticas sociais e os programas que melhoram concretamente a vida da população”, acrescentou.

Apesar dos avanços conquistados, a ex-ministra avaliou que o número de candidaturas femininas ainda está abaixo do esperado. Segundo ela, as mulheres continuam enfrentando falta de recursos, pouco tempo de campanha e ausência de garantias efetivas por parte dos partidos.

“A eleição exige orçamento, estrutura e tempo. Os partidos ainda oferecem poucas garantias às candidaturas femininas. Mesmo assim, as mulheres têm consolidado sua presença na gestão pública, no debate político e no fortalecimento de outras mulheres”, observou.


Cida Gonçalves alertou ainda para a permanência da violência política de gênero e dos discursos de ódio usados para afastar as mulheres dos espaços de decisão. “Existe uma disputa profundamente misógina e um movimento para impedir que as mulheres ocupem o poder. Mas acredito na nossa força e na nossa resistência. As mulheres estão se colocando e não vão recuar”, reforçou.

Na avaliação da ex-ministra, temas como feminicídio e violência contra as mulheres ganharam força no debate eleitoral porque passaram a influenciar diretamente a decisão das eleitoras.“As mulheres são maioria do eleitorado e têm uma pauta concreta. Quem quiser governar terá que falar sobre feminicídio, violência, igualdade, cuidado e direitos. O voto das mulheres será decisivo, e candidaturas como a de Lídia Moura mostram que estamos preparadas para ocupar o Parlamento e mudar a política”, concluiu.


O modelo paraibano se destaca por oferecer financiamentos acessíveis que variam de R$ 1.500 a R$ 15 mil, com taxa de juros reduzida de 0,5% ao mês, carência de dez meses e prazo de pagamento em até 40 parcelas. A proposta nacional visa replicar essas facilidades para garantir que o acesso ao crédito funcione como uma ferramenta eficaz de proteção social e independência financeira.

Para Lídia Moura, a dependência financeira é um dos principais obstáculos que impedem o rompimento do ciclo de violência doméstica. Com o novo programa, a intenção é priorizar mulheres em situação de risco, além de atender grupos historicamente marginalizados, como mulheres negras, indígenas, quilombolas, rurais, periféricas, com deficiência e LGBTQIAPNb+.


Além do suporte financeiro, a iniciativa prevê a oferta de capacitação profissional, orientação de gestão e apoio a redes de economia solidária e cooperativas. O objetivo central é assegurar que o empreendedorismo feminino seja acompanhado de infraestrutura e serviços públicos, permitindo que milhares de brasileiras reconstruam suas vidas com total segurança e dignidade.


 
 
 

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